Um dos esportes preferidos do povo da tecnologia é o chute. Previsão, para os mais sérios. Faz parte do jogo. Saber para onde o mundo vai – ou pelo menos ter um bom chute a respeito disso – é questão de sobrevivência em um mercado que vive de inventar o futuro. O problema é que o sucesso depende do goleiro. No caso, nós, humanos. Prever se uma determinada tecnologia vai pegar ou não esbarra em variáveis ariscas como gosto e desejo. E se pegar, paradoxalmente, é gol.
Dia desses li no blog do Mark Cuban um ponto de vista interessante. Seu raciocÃnio se baseia em como o poder de processamento pode definir o futuro. Explico melhor. Hoje, a computação pessoal é jogada no campo do PC, onde 2 times disputam a atenção das partidas. O PNP (pouca necessidade de processamento), onde jogam o email, a web, os textos e planilhas. E do outro lado está o MNP (muita necessidade de processamento), com áudio, vÃdeo, fotos, multimÃdia e games. O campo é velho, mas se modernizou com o tempo. Consegue receber os times com conforto razoável. Eis que surge um novo campo: o console de games. Mais moderno, bonito e sofisticado. É a casa do MNP, mas receberia o PNP com o pé nas costas. É ai que Cuban pergunta: e se – olha o chute de novo – o MNP mudasse de campo e trouxesse o PNP pra jogar. Bastaria um teclado, um browser e uma conexão de internet. O que sobraria para o PC? Quem vai querer jogar no Palestra podendo escolher o Camp Nu?
Nesse jogo a pergunta é: onde vou guardar e fazer minhas coisas? No PC, console ou na web? Do meu sofá, digo que cada vez mais mergulho na web. Tomo banho de web 2.0 e não abro mão de suas facilidades. Para as grandes marcas envolvidas a resposta – ou o chute – podem definir o campeonato. O Google joga no ataque, investe pesado em datacenters e web apps. A Apple domina o gosto e desejo e a Microsoft…, é a Microsoft. Avança por todos os lados, à s vezes sem coordenação no ataque. Garanto que vamos assistir bons jogos nos próximos 5 anos.
Sem alarde a Microsoft cortou o famoso Clipzinho no Office 2007. Fora do palco por default desde a versão 2003, o solicito ajudante foi eliminado de vez na nova edição do software. Nascido em 1997, o simpático assistente irritava – digo, tentava ajudar – na execução de tarefas do aplicativo. Algo como um balcão de informações. Viveu longos 10 anos. Já vai tarde.
[Via Engadget e ChipChick]
A Microsoft anunciou uma parceria com as operadoras Vivo, Claro e TIM para permitir o envio e recebimento de mensagens de texto SMS a partir do comunicador MSN Messenger. Você cadastra seu celular e pode começar a mandar seus SMSs por apenas R$ 0,31 a mensagem.
Mais aqui: INFO Online
Estamos prestes a assistir uma grande batalha. No lado claro (pelo menos por enquanto), Google – menos de 10 anos de idade, lÃder do mercado de buscas, bilhões em caixa graças ao AdSense/AdWords, evangelizador da web 2.0 e dos softwares gratuÃtos. No lado escuro, Microsoft – atual dona da bola. Presente em mais de 90% dos computadores pessoais do mundo. Por quem eles brigam? Você. Ou melhor, pelo que você usa, faz, compra, vende e vive utilizando dispositivos e redes digitais. Toda vez que você esbarra em alguma iniciativa deles: gol. Um deles ganha.
Nos últimos tempos Tio Bill ficou deitado em berço esplendido e abriu espaço para o Google. Comeu bola e os Google boys comeram pelas bordas. Tudo perdido? Nunca. Jamais substime a Microsoft. Em 95 a Netscape tentou e puff, já era. Vários executivos do Google estavam lá e conhecem suas cicatrizes. Podem errar menos desta vez.
Quem ganha?
Are you ready for fight? So, get it on!
Há uns 10 anos atrás devo ter ouvido a mesma ladainha. Durante a corrida do ouro, quem vendia pás, picaretas e carriolas ganhou mais – ou tanto quanto – os próprios mineiros. Sem pás não se cava, sem infra de rede não se navega.
Diante da batalha iminente, Microsoft e Google fazem suas provisões. Bill & Cia vão gastar US$2 bi a mais do que o previsto. Os meninos do Google separaram US$1.5 bi só pra infra. Seu datacenter está no talo. E dizem que eles têm cerca de 1 milhão de máquinas!
Por aqui, a dupla Positivo-Magazine Luiza faz a festa: 77 mil máquinas em 4 meses. As vendas de PCs creceram 37,5% em 2005 em relação ao ano anterior. Atrás da disputas dos provedores de banda larga, já somos 33 milhões na web.
Preparem suas pranchas!