
Mais uma iniciativa do Google para promover os fru-frus do Chrome. Na mesma linha do projeto The Wilderness Downtown do Arcade Fire, se uniram a Chris Milk e a Radical Media. Contando ainda com o auxílio luxuoso da North Kingdom. Com esse time, criaram uma experiência utilizando HTML5 e WebGL realmente rica, perto do patamar incrível em se tratando de algo que roda dentro de um browser. No final você ainda pode criar e compartilhar ambientes 3D. Ninja!

Quanto mais rápido melhor parece até o novo mantra do Google. Sua obsessão por velocidade se intensificou nos últimos tempos. Além de iniciativas como o Google Instant e ferramentas como o Page Speed Tool, a turma de Mountain View apresentou hoje um novo módulo para o Apache que promete tornar seu site 2 vezes mais rápido. Em setembro eles introduziram o WEBP, um novo formato de imagem que reduz significativamente o tamanho dos arquivos.
Melhor experiência de usuário e redução de custos a parte, o objetivo desse esforço é bastante óbvio. Quanto mais rápido forem os sites e as buscas, mais anúncios serão exibidos. Mais anúncios, mais cliques, mais dim dim. Simples assim. E se a web não cresce tão rápido quanto antes, só lhes resta otimizar o tempo.
Vale lembrar que como o esforço da otimização fica com o dono do site, o Google já sinalizou que pode e vai penalizar as tartarugas diminuindo seu PageRank. So, move on or get down!
Um dos esportes preferidos do povo da tecnologia é o chute. Previsão, para os mais sérios. Faz parte do jogo. Saber para onde o mundo vai – ou pelo menos ter um bom chute a respeito disso – é questão de sobrevivência em um mercado que vive de inventar o futuro. O problema é que o sucesso depende do goleiro. No caso, nós, humanos. Prever se uma determinada tecnologia vai pegar ou não esbarra em variáveis ariscas como gosto e desejo. E se pegar, paradoxalmente, é gol.
Dia desses li no blog do Mark Cuban um ponto de vista interessante. Seu raciocínio se baseia em como o poder de processamento pode definir o futuro. Explico melhor. Hoje, a computação pessoal é jogada no campo do PC, onde 2 times disputam a atenção das partidas. O PNP (pouca necessidade de processamento), onde jogam o email, a web, os textos e planilhas. E do outro lado está o MNP (muita necessidade de processamento), com áudio, vídeo, fotos, multimídia e games. O campo é velho, mas se modernizou com o tempo. Consegue receber os times com conforto razoável. Eis que surge um novo campo: o console de games. Mais moderno, bonito e sofisticado. É a casa do MNP, mas receberia o PNP com o pé nas costas. É ai que Cuban pergunta: e se – olha o chute de novo – o MNP mudasse de campo e trouxesse o PNP pra jogar. Bastaria um teclado, um browser e uma conexão de internet. O que sobraria para o PC? Quem vai querer jogar no Palestra podendo escolher o Camp Nu?
Nesse jogo a pergunta é: onde vou guardar e fazer minhas coisas? No PC, console ou na web? Do meu sofá, digo que cada vez mais mergulho na web. Tomo banho de web 2.0 e não abro mão de suas facilidades. Para as grandes marcas envolvidas a resposta – ou o chute – podem definir o campeonato. O Google joga no ataque, investe pesado em datacenters e web apps. A Apple domina o gosto e desejo e a Microsoft…, é a Microsoft. Avança por todos os lados, às vezes sem coordenação no ataque. Garanto que vamos assistir bons jogos nos próximos 5 anos.

Um grupo de desenvolvedores criou uma plataforma de game que roda sobre o Google Earth. Eles fizeram um mashup com o cliente/servidor do Google Earth, KML (Keyhole Markup Language) – linguagem do GE e PHP5. Basicamente, você caça e destroi invasores marcianos ao redor planeta. O projeto é um exercício sobre as possibilidades de criação de jogos sobre o GE. Ele está documentado e disponível para download aqui.
via Mit Ad
Está no ar em www.google.com/codesearch a nova ferramenta de busca do Google. É um mecanismo de busca especializado em encontrar códigos de software disponíveis publicamente na web. Tem suporte para buscas com expressões regulares, mas segundo o Tech Crunch, ainda carece de ajustes. Mesmo assim, acho a iniciativa muito legal. A internet não seria o que é sem o “ver código fonte”. Usem com sabedoria.
O Google está exercitando sua criatividade e testando novas funcionalidades em um novo sistema de busca experimental.
Apesar de não haver divulgação, o site está em funcionamento na web: http://www.searchmash.com/.
As novidades aparentes são o sistema em AJAX, o resultado de links e imagens em conjunto, a navegação nos menus dos resultados e a possíbilidade de reagrupar os resultados com drag-and-drop.
Anda não parece ser grande coisa, mas pode se tornar.
O Google anunciou essa semana um acordo de exclusividade nas buscas e nos anúncios por palavras-chaves com a FOX Interactive Media e com a MTV.
O acordo, que inclui a exclusividade do Google também no popular MySpaces.com, garante à Fox um mínimo de US$ 900 milhões em revenue share.
Com a MTV o acordo prevê um modelo de anúncios do sistema Ad-Sense do Google em vídeos disponibilizados no site da MTV, e a disponibilização de shows da MTV no conteúdo do Google Vídeo.
Estamos prestes a assistir uma grande batalha. No lado claro (pelo menos por enquanto), Google – menos de 10 anos de idade, líder do mercado de buscas, bilhões em caixa graças ao AdSense/AdWords, evangelizador da web 2.0 e dos softwares gratuítos. No lado escuro, Microsoft – atual dona da bola. Presente em mais de 90% dos computadores pessoais do mundo. Por quem eles brigam? Você. Ou melhor, pelo que você usa, faz, compra, vende e vive utilizando dispositivos e redes digitais. Toda vez que você esbarra em alguma iniciativa deles: gol. Um deles ganha.
Nos últimos tempos Tio Bill ficou deitado em berço esplendido e abriu espaço para o Google. Comeu bola e os Google boys comeram pelas bordas. Tudo perdido? Nunca. Jamais substime a Microsoft. Em 95 a Netscape tentou e puff, já era. Vários executivos do Google estavam lá e conhecem suas cicatrizes. Podem errar menos desta vez.
Quem ganha?
Are you ready for fight? So, get it on!
Há uns 10 anos atrás devo ter ouvido a mesma ladainha. Durante a corrida do ouro, quem vendia pás, picaretas e carriolas ganhou mais – ou tanto quanto – os próprios mineiros. Sem pás não se cava, sem infra de rede não se navega.
Diante da batalha iminente, Microsoft e Google fazem suas provisões. Bill & Cia vão gastar US$2 bi a mais do que o previsto. Os meninos do Google separaram US$1.5 bi só pra infra. Seu datacenter está no talo. E dizem que eles têm cerca de 1 milhão de máquinas!
Por aqui, a dupla Positivo-Magazine Luiza faz a festa: 77 mil máquinas em 4 meses. As vendas de PCs creceram 37,5% em 2005 em relação ao ano anterior. Atrás da disputas dos provedores de banda larga, já somos 33 milhões na web.
Preparem suas pranchas!