Google, Microsoft, Apple ou onde o jogo do PC vai parar.
Um dos esportes preferidos do povo da tecnologia é o chute. Previsão, para os mais sérios. Faz parte do jogo. Saber para onde o mundo vai – ou pelo menos ter um bom chute a respeito disso – é questão de sobrevivência em um mercado que vive de inventar o futuro. O problema é que o sucesso depende do goleiro. No caso, nós, humanos. Prever se uma determinada tecnologia vai pegar ou não esbarra em variáveis ariscas como gosto e desejo. E se pegar, paradoxalmente, é gol.
Dia desses li no blog do Mark Cuban um ponto de vista interessante. Seu raciocínio se baseia em como o poder de processamento pode definir o futuro. Explico melhor. Hoje, a computação pessoal é jogada no campo do PC, onde 2 times disputam a atenção das partidas. O PNP (pouca necessidade de processamento), onde jogam o email, a web, os textos e planilhas. E do outro lado está o MNP (muita necessidade de processamento), com áudio, vídeo, fotos, multimídia e games. O campo é velho, mas se modernizou com o tempo. Consegue receber os times com conforto razoável. Eis que surge um novo campo: o console de games. Mais moderno, bonito e sofisticado. É a casa do MNP, mas receberia o PNP com o pé nas costas. É ai que Cuban pergunta: e se – olha o chute de novo – o MNP mudasse de campo e trouxesse o PNP pra jogar. Bastaria um teclado, um browser e uma conexão de internet. O que sobraria para o PC? Quem vai querer jogar no Palestra podendo escolher o Camp Nu?
Nesse jogo a pergunta é: onde vou guardar e fazer minhas coisas? No PC, console ou na web? Do meu sofá, digo que cada vez mais mergulho na web. Tomo banho de web 2.0 e não abro mão de suas facilidades. Para as grandes marcas envolvidas a resposta – ou o chute – podem definir o campeonato. O Google joga no ataque, investe pesado em datacenters e web apps. A Apple domina o gosto e desejo e a Microsoft…, é a Microsoft. Avança por todos os lados, às vezes sem coordenação no ataque. Garanto que vamos assistir bons jogos nos próximos 5 anos.

