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Arquivo de fevereiro 2007

 
 

Google, Microsoft, Apple ou onde o jogo do PC vai parar.

Um dos esportes preferidos do povo da tecnologia é o chute. Previsão, para os mais sérios. Faz parte do jogo. Saber para onde o mundo vai – ou pelo menos ter um bom chute a respeito disso – é questão de sobrevivência em um mercado que vive de inventar o futuro. O problema é que o sucesso depende do goleiro. No caso, nós, humanos. Prever se uma determinada tecnologia vai pegar ou não esbarra em variáveis ariscas como gosto e desejo. E se pegar, paradoxalmente, é gol.

Dia desses li no blog do Mark Cuban um ponto de vista interessante. Seu raciocínio se baseia em como o poder de processamento pode definir o futuro. Explico melhor. Hoje, a computação pessoal é jogada no campo do PC, onde 2 times disputam a atenção das partidas. O PNP (pouca necessidade de processamento), onde jogam o email, a web, os textos e planilhas. E do outro lado está o MNP (muita necessidade de processamento), com áudio, vídeo, fotos, multimídia e games. O campo é velho, mas se modernizou com o tempo. Consegue receber os times com conforto razoável. Eis que surge um novo campo: o console de games. Mais moderno, bonito e sofisticado. É a casa do MNP, mas receberia o PNP com o pé nas costas. É ai que Cuban pergunta: e se – olha o chute de novo – o MNP mudasse de campo e trouxesse o PNP pra jogar. Bastaria um teclado, um browser e uma conexão de internet. O que sobraria para o PC? Quem vai querer jogar no Palestra podendo escolher o Camp Nu?

Nesse jogo a pergunta é: onde vou guardar e fazer minhas coisas? No PC, console ou na web? Do meu sofá, digo que cada vez mais mergulho na web. Tomo banho de web 2.0 e não abro mão de suas facilidades. Para as grandes marcas envolvidas a resposta – ou o chute – podem definir o campeonato. O Google joga no ataque, investe pesado em datacenters e web apps. A Apple domina o gosto e desejo e a Microsoft…, é a Microsoft. Avança por todos os lados, às vezes sem coordenação no ataque. Garanto que vamos assistir bons jogos nos próximos 5 anos.

 

Na web tem: Kanji

Queria um adesivo do meu apelido em Kanji para colar no notebook. Fácil, pensei. Meu pai escreve, eu redesenho e mando plotar na esquina. Tsk, tsk, tsk. Nada fácil. Por isso comprar fontes é tão caro. Google aqui, google ali e achei o Oren. Um site de um japa, escrito em inglês macarrônico que por 5 doletas te entrega qualquer coisa em Kanji. Você escolhe o tipo – sim, existem vários tipos – envia o texto, paga via PayPal e recebe no dia seguinte. Ele oferece também tatuagens adesivas e carimbos de kanji, que são uma verdadeira mania nacional japonesa. Kanji? Na web tem.

 

Depois do sucesso dos Rigtones, Horntones!

Já pensou em personalizar o toque da buzina do seu carro? Tudo bem, aqui no Brasil a idéia não é original! Mas o Horntones parece ser muito mais legal que aquele irritante pica-pau utilizado nas Kombis por aí. Com ele você baixa os seus toques preferidos da web e, através de um Flash Drive USB e um adaptador no seu carro, personaliza a buzina do carango. Hum…

[Via Techdigest]

 

Bye bye Mr. Clip

Sem alarde a Microsoft cortou o famoso Clipzinho no Office 2007. Fora do palco por default desde a versão 2003, o solicito ajudante foi eliminado de vez na nova edição do software. Nascido em 1997, o simpático assistente irritava – digo, tentava ajudar – na execução de tarefas do aplicativo. Algo como um balcão de informações. Viveu longos 10 anos. Já vai tarde.

[Via Engadget e ChipChick]

 

 


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