Arquivo de novembro 2006

Se eu fosse criança ia querer um. O presidente Lula, padrinho do projeto, acabou de ganhar o primeiro a ser produzido das mãos de Nicholas Negroponte, o pai da criança. Fabricados pela Organização Não-Governamental One Laptop Per Child (OLPC - Um computador por criança), o notebook de U$ 100 — que na verdade custa U$150 — é certamente um dos destaques do ano que termina. Além de todo o caráter educacional e benevolente, a iniciativa parece criar um novo nicho de mercado. A Intel já fez o seu. Se a moda pega, o mundo muda. Boa parte da metodologia educacional terá um update. Ou melhor, upgrade. Você já viu uma criança pilotando um computador? Para elas, lápis e mouse tem o mesmo valor. Não existe divisão entre real e virtual, analógico ou digital. Tudo é digital. O real é digital e vice-versa.
O fato é que o projeto ainda não conseguiu ecoar no primeiro mundo. Criança rica já tem computador. Adolescente americano leva seu iBook pra high school. Quem vai querer um laptop barato e com poucos recursos. Bullshit. Veja você mesmo este demo do bichinho no YouTube. Ele é um Linux com interface simples e intuitiva, tem processador de textos, browser Firefox, instant messernger, conexão wireless para rede (outros OLPCs, ou um servidor) e web, tem alguns joguinhos e só. O que mais uma criança precisa?
Acho uma grande idéia, com possibilidades e ganhos incrÃveis. Só tenho medo que acabe no camelô da esquina. Veja o caso do Computador Popular com Linux, que acabou estimulando a pirataria. Batata que vai ter mercado negro de OLPC na 25 de março. Pena.
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Não compro CDs há um bom tempo. Os que tenho, coitados, acumulam pó. Nosso consumo de áudio e vÃdeo é cada vez mais digital. Tudo fica no HD. Quem precisa de HD-DVD? Nasceu morto. Vejam este artigo na Slate. Como o Guilherme diz, o digital muda seu conceito de posse. O fÃsico perdeu o valor. Vão-se os discos, ficam os dados.

IntelliOne e AirStage, empresas que prestam serviço de monitoramento de trânsito nos EUA, estão anunciando novos sistemas que monitorarão o trânsito através do movimento de telefones celulares nas vias.
Desenvolvidos em parceria com as operadoras locais, ambos sistemas são parecidos e calculam a posição dos aparelhos processando o movimento de cada celular 2 vezes por segundo para telefones em uso e uma a cada 30 segundos para celulares em standby.
Apesar de alegarem que a identificação dos celulares será anônima, as empresas já estão sofrendo ataques dos defensores da privacidade. Afinal, um sistema como esse pode mais tarde ser utilizado para fins, digamos, menos privados!
Nos Estados Unidos o mercado para serviços de monitoramento de tráfego é bastante forte. Diversas empresas oferecem o serviço através de assinaturas mensais ou pagamento por acesso aos seus sistemas online, onde o público pode verificar a situação e os congestionamentos nas vias que desejar.
Depois de uma longa espera de quase 7 meses de atraso, finalmente o novo Playstation 3 da Sony foi lançado no Japão. Com a novidade, a Sony traz também uma questão já conhecida em outros lançamentos da marca: será que vai dar certo?
É inegável que na maioria das vezes a Sony acerta. Foi assim com o PSone, o PS2, as Cybershots e o imortal Walkman. Mas tantos casos de sucesso talvez tenham dado a Sony uma certeza perigosa em seus rumos. O não popular Betamax foi assim, um vÃdeo-cassete mais moderno, menor, melhor, mas também mais caro e complicado. O resultado todo mundo sabe e todo mundo tem: o popular VCR (vÃdeo cassete recorder).
Com o PS3, a história é parecida: milhões de dólares investidos num processador (composto por 8 mini-processadores internos) 12 vezes mais rápido que os atuais computadores, discos de alta definição Sony Blu-ray, o concorrente mais moderno e mais caro do HD-DVD, e HD de 60GB, deram ao PS3 a liderança no custo do console (U$ 599) e o último lugar nos lançamentos. A Microsoft lançou o XBOX 360 (U$ 399) com quase um ano de vantagem, e a Nintendo acaba de lançar o revolucionário WII (U$250), que seguindo o estilo Nintendo é brilhante até na simplicidade.
A Sony confia na tecnologia revolucionária do seu novo console e aposta na convergência de tecnologias que tende a transformar os vÃdeo-games em completos centros de entretenimento. Mas a vantagem que deu a seus concorrentes pode ser perigosa, principalmente porque, enquanto o PS3 engatinha, o XBOX 360 já possui milhões de fãs e o WII segue o mesmo caminho.
Será que vai dar certo?
Que fenômeno fÃsico poderia ser usado para transferir energia sem fios?
Partindo desta pergunta, Marin Soljacic e seus colegas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) acreditam ter encontrado uma forma de diminuir a quantidade de carregadores que somos obrigados a carregar.
O tal fenômeno seria a ressonância, que causa a vibração de objetos expostos a energias de frequências especÃficas. Parece grego? Nem tanto. Você já viu o abajur da sala vibrar com determinadas notas da música do rádio? Isso é ressonância. A idéia é criar um dispositivo que direcione a energia sem perdas até o equipamento que precisa ser recarregado. Veja mais aqui